Se eu fico só eu fico louco, aí mãe me perdoa se lhe causei desgosto
Parar por aqui eu sei que eu não vou, tudo que me atrasa é o que mais me causa dor
Então falou, demorô.
O vazio na garganta aqui estralou, muitos se foram e só a solidão ficou
É nego, vou te dizer que a pior droga não é aquela que me faz sofrer
Reagir? rá, queria eu resistir e saber que um dia lá na frente eu vou sair
Sair vivo e fora de alcance, olhar com outros olhos quem sabe se ainda tenho chance
Mas é aquilo, nem sempre eu fujo do perigo as vezes eu me perco as vezes fico de vacilo
Uma a mais não da problema, é num gatilho atrás do outro que a gente faz esquema
É mó dilema, as vezes até fico aqui pensando: o que será que ela diria se soubesse que tô me matando? (e vou levando)
As vezes eu queria me jogar, sair dessa furada ou até mesmo apagar. Mas nem dá.
Já me perdi, já me afoguei, muito sangue no caminho eu já derramei.
Parei de pensar, parei de fingir, nas últimas horas o que eu não quero é sentir
Me virei pro outro lado e aceitei a minha dor
Ó Senhor pelo amor prepara o meu lugar porque agora eu vou.
Overcoming the darkness
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
quarta-feira, 23 de abril de 2014
The great unknown
Por vezes eu quis saber o que se passa em sua cabeça, por vezes eu quis conhecer o profundo de sua alma. Por vezes eu quis te entender, eu quis ''entrar'' em você. Por vezes eu ainda quero.
Entender o motivo de cada passo seu, ouvir com atenção cada palavra tua. Talvez eu quisesse ser você por um dia ou até mesmo por algumas horas.
Pelo quê você vive?
Eu já quis perguntar, eu já quis saber. Mas me contive, me reti, e até me escondi. As perguntas que não fiz corroem as minhas dúvidas, me sinto pressionado. Pressionado pelo medo, talvez seja o medo da verdade, não sei ao certo. A dúvida vem carregada de medo, a verdade por vezes me assusta. Mas se eu ousasse lhe perguntar poderia você ousar em me responder? ainda existem muitas incógnitas sobre as duas pessoas.
Talvez você saiba do que eu esteja falando porque talvez você esconda tudo isso.
Enquanto eu escondo as perguntas, você some com as respostas.
Entender o motivo de cada passo seu, ouvir com atenção cada palavra tua. Talvez eu quisesse ser você por um dia ou até mesmo por algumas horas.
Pelo quê você vive?
Eu já quis perguntar, eu já quis saber. Mas me contive, me reti, e até me escondi. As perguntas que não fiz corroem as minhas dúvidas, me sinto pressionado. Pressionado pelo medo, talvez seja o medo da verdade, não sei ao certo. A dúvida vem carregada de medo, a verdade por vezes me assusta. Mas se eu ousasse lhe perguntar poderia você ousar em me responder? ainda existem muitas incógnitas sobre as duas pessoas.
Talvez você saiba do que eu esteja falando porque talvez você esconda tudo isso.
Enquanto eu escondo as perguntas, você some com as respostas.
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É sempre mais fácil falar de dor, afastar amor, deixar rancor.
É mais fácil rastejar, implorar, ficar só.
Sentir esse nó.
Ficar rosto no pó.
É difícil dar amor, tratar a dor.
É difícil se entregar, mas deixa estar...
Um dia ainda há de encontrar.
Ainda há de encontrar, ainda hei de amar.
Ainda deixarei ficar.
Deixar ficar, deixar você entrar.
Talvez permanecer.
Ainda hei de deixar isso crescer.
É mais fácil rastejar, implorar, ficar só.
Sentir esse nó.
Ficar rosto no pó.
É difícil dar amor, tratar a dor.
É difícil se entregar, mas deixa estar...
Um dia ainda há de encontrar.
Ainda há de encontrar, ainda hei de amar.
Ainda deixarei ficar.
Deixar ficar, deixar você entrar.
Talvez permanecer.
Ainda hei de deixar isso crescer.
terça-feira, 22 de abril de 2014
Current Liar
Pele clara, olhar traiçoeiro. Isso mesmo, eu falo da mentirosa atual.
Me cegou, me enfeitiçou, tirou todo o meu ar. A mentirosa atual.
Se ela faz isso com todos eu não sei, mas eu fui o seu alvo desta vez. Ah, eu fui sim.
Ela sussurrou suas mentiras doces e ardilosas em meu ouvido, me seduziu, me beijou com sua sagacidade, me lançou o seu olhar oblíquo. Ela me pegou, e depois me matou.
Naquela noite que saímos ela me tocou de uma forma indescritível, eu jamais senti aquilo por outra mulher. Sua pele branca ia de encontro a minha pele um pouco mais escura, estavamos num ritmo perfeito, era só eu e ela. Eu ela e suas mentiras. Mal sabia eu que era tudo parte de seu jogo.
Ela me beijou e sentir seus lábios era como ver anjos em um ato sexual, eu nunca me controlei perto dela, ela sabia disso, ela se aproveitou disso.
Seu cheiro enfeitiçava qualquer um, ela era ardilosa, venenosa.
Eu a tinha, por algumas horas ela era minha, em volta dos meus lençóis ela era minha, sob a minha pele ela era minha. Apenas minha.
Foi num domingo pela tarde que meus olhos me mostraram o que minha mente já dizia, mal podia acreditar no que estava vendo. Ela estava ali em sua cama, seu corpo nu acompanhado de outro corpo nu, sua pele junto de outra pele, pele que não era a minha.
Ele dormia mas ela me olhava. E então ela sorriu, não precisou de palavras, apenas sorriu. Minha boca não ousou se movimentar, então ela se levantou e veio ao meu encontro.
Nos beijamos.
Não foi um beijo de despedida, não foi um beijo de desculpas, eu não sei o que foi aquilo, mas não nego que me agradou. Sentir aqueles lábios rosados pela última vez, sentir aquele cheiro, tocar sua pele, a acariciar, senti-la... tudo pela última vez. Ela era suja, sempre soube. Mas seu feitiço me prendeu, então o que eu poderia fazer? estamos falando da mentirosa atual.
Mesmo com outro em sua cama, ela foi minha pela última vez. A mentirosa atual foi inteiramente minha, juntamente com todas as suas mentiras.
Me cegou, me enfeitiçou, tirou todo o meu ar. A mentirosa atual.
Se ela faz isso com todos eu não sei, mas eu fui o seu alvo desta vez. Ah, eu fui sim.
Ela sussurrou suas mentiras doces e ardilosas em meu ouvido, me seduziu, me beijou com sua sagacidade, me lançou o seu olhar oblíquo. Ela me pegou, e depois me matou.
Naquela noite que saímos ela me tocou de uma forma indescritível, eu jamais senti aquilo por outra mulher. Sua pele branca ia de encontro a minha pele um pouco mais escura, estavamos num ritmo perfeito, era só eu e ela. Eu ela e suas mentiras. Mal sabia eu que era tudo parte de seu jogo.
Ela me beijou e sentir seus lábios era como ver anjos em um ato sexual, eu nunca me controlei perto dela, ela sabia disso, ela se aproveitou disso.
Seu cheiro enfeitiçava qualquer um, ela era ardilosa, venenosa.
Eu a tinha, por algumas horas ela era minha, em volta dos meus lençóis ela era minha, sob a minha pele ela era minha. Apenas minha.
Foi num domingo pela tarde que meus olhos me mostraram o que minha mente já dizia, mal podia acreditar no que estava vendo. Ela estava ali em sua cama, seu corpo nu acompanhado de outro corpo nu, sua pele junto de outra pele, pele que não era a minha.
Ele dormia mas ela me olhava. E então ela sorriu, não precisou de palavras, apenas sorriu. Minha boca não ousou se movimentar, então ela se levantou e veio ao meu encontro.
Nos beijamos.
Não foi um beijo de despedida, não foi um beijo de desculpas, eu não sei o que foi aquilo, mas não nego que me agradou. Sentir aqueles lábios rosados pela última vez, sentir aquele cheiro, tocar sua pele, a acariciar, senti-la... tudo pela última vez. Ela era suja, sempre soube. Mas seu feitiço me prendeu, então o que eu poderia fazer? estamos falando da mentirosa atual.
Mesmo com outro em sua cama, ela foi minha pela última vez. A mentirosa atual foi inteiramente minha, juntamente com todas as suas mentiras.
Incrível dor de cabeça
Não durmo
Me viro uma, duas, três vezes. Ta tudo bagunçado, eu não consigo arrumar, não consigo... e talvez eu não queira. Talvez eu goste de ter essa dor de cabeça, de viver essa confusão mental. Talvez eu até goste de te ver circulando na minha mente a todo o momento.
Eu durmo.
Toda noite, ao pregar os olhos eu viajo pra um lugar distante, longe da realidade cruel e fria. O meu mundo novo me agrada, você está nele, agora não mais circulando na minha mente.
Te vejo.
Só por um momento, por um instante e no meu mundo. É como sentir a brisa do mar tocando a minha pele, a sensação é a mesma. É como se eu viesse ao mundo novamente, é tudo tão inocente e puro. Me encontro longe de tudo que é mal e vil, é algo único. Somos só eu e você.
Acordo.
Abro os olhos, a dor vem e você se vai, meu mundo voltou a ser o mesmo, a realidade reapareceu. Você voltou a ficar longe, eu voltei a ser só, voltamos a ser distantes. Eu aqui, você lá.
A incrível dor de cabeça também voltou, tudo voltou, menos você.
Me viro uma, duas, três vezes. Ta tudo bagunçado, eu não consigo arrumar, não consigo... e talvez eu não queira. Talvez eu goste de ter essa dor de cabeça, de viver essa confusão mental. Talvez eu até goste de te ver circulando na minha mente a todo o momento.
Eu durmo.
Toda noite, ao pregar os olhos eu viajo pra um lugar distante, longe da realidade cruel e fria. O meu mundo novo me agrada, você está nele, agora não mais circulando na minha mente.
Te vejo.
Só por um momento, por um instante e no meu mundo. É como sentir a brisa do mar tocando a minha pele, a sensação é a mesma. É como se eu viesse ao mundo novamente, é tudo tão inocente e puro. Me encontro longe de tudo que é mal e vil, é algo único. Somos só eu e você.
Acordo.
Abro os olhos, a dor vem e você se vai, meu mundo voltou a ser o mesmo, a realidade reapareceu. Você voltou a ficar longe, eu voltei a ser só, voltamos a ser distantes. Eu aqui, você lá.
A incrível dor de cabeça também voltou, tudo voltou, menos você.
Pequena, e flor.
Ah pequena, se tu soubesse o que sinto jamais deixaria de sorrir.
Se tu soubesse do meu amor, jamais sentiria a dor.
Ah pequena... és como a flor!
A linda e pequena flor.
Oh pequena, queria eu lhe regar! regar de amor, livrar do rancor.
Queria eu ser o teu calor.
Pequena flor, o que tens de dor? entrega pra mim.
Onde está o seu sorriso sem fim?
Vem brilhar no meu jardim!
Pequena flor, cheia de amor.
És pequena.
Pequena
e
Flor.
Se tu soubesse do meu amor, jamais sentiria a dor.
Ah pequena... és como a flor!
A linda e pequena flor.
Oh pequena, queria eu lhe regar! regar de amor, livrar do rancor.
Queria eu ser o teu calor.
Pequena flor, o que tens de dor? entrega pra mim.
Onde está o seu sorriso sem fim?
Vem brilhar no meu jardim!
Pequena flor, cheia de amor.
És pequena.
Pequena
e
Flor.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Com dor, seu filho.
Deus, estou cansado de andar por essa estrada fria sozinho, me sinto fraco e
sujo, perdi minha família e meus amigos, agora eu não tenho nada. Deus, meus
olhos estão cansados e também o meu espirito, minha alma grita. Será que não vê? estou padecendo neste mundo e em cada canto que olho só vejo
tristeza e dor, já estou morto. Morri para eles, sou cinza para aqueles que antes
me cercavam, fui embora cedo demais e eles não se lembram do meu nome. O medo e eu andamos de mão dadas, todos os dias o diabo sopra no meu ouvido
enquanto a escuridão e o vazio me preenchem.
"Você só recebe aquilo que você da"
Mas Senhor, eu não me lembro de um dia ter ofertado miséria para os
meus, minhas mãos nunca lhes entregariam a solidão. Eu sou um homem sem fé afundando a cada dia no abismo enquanto o inferno se
estabelece perante os meus olhos. Escrevi uma carta para um Deus repetindo as
mesmas perguntas: "Por quê? Por quê um pai vira as costas para o seu filho? Por quê me deixa aqui
sangrando dia e noite?" Eles foram embora, você foi embora. Continuo esperando, respirando, aguardando a sua resposta.
Com dor, Eu, seu filho.
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