segunda-feira, 17 de novembro de 2014

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Se eu fico só eu fico louco, aí mãe me perdoa se lhe causei desgosto
Parar por aqui eu sei que eu não vou, tudo que me atrasa é o que mais me causa dor
Então falou, demorô.
O vazio na garganta aqui estralou, muitos se foram e só a solidão ficou
É nego, vou te dizer que a pior droga não é aquela que me faz sofrer
Reagir? rá, queria eu resistir e saber que um dia lá na frente eu vou sair
Sair vivo e fora de alcance, olhar com outros olhos quem sabe se ainda tenho chance
Mas é aquilo, nem sempre eu fujo do perigo as vezes eu me perco as vezes fico de vacilo
Uma a mais não da problema, é num gatilho atrás do outro que a gente faz esquema
É mó dilema, as vezes até fico aqui  pensando: o que será que ela diria se soubesse que tô me matando? (e vou levando)
As vezes eu queria me jogar, sair dessa furada ou até mesmo apagar. Mas nem dá.
Já me perdi, já me afoguei, muito sangue no caminho eu já derramei.
Parei de pensar, parei de fingir, nas últimas horas o que eu não quero é sentir
Me virei pro outro lado e aceitei a minha dor
Ó Senhor pelo amor prepara o meu lugar porque agora eu vou.

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